terça-feira, 11 de agosto de 2009

Fim-de-Semana na Ponta d’Ouro

Saímos super cedo de Maputo, às 5 da manhã já estávamos no ferry-boat para passar para Catembe, margem oposta à cidade de Maputo. Quando chegámos ao outro lado tínhamos um chapa 4x4 à nossa espera. Não nos deixemos iludir por ser um chapa 4x4 na realidade é um chapa como os outros mas com tracção e uns pneus ligeiramente maiores. E bem foi preciso tivemos um caminho pela frente lindo de morrer mas agreste. Aliás caminho é mesmo a melhor descrição porque não havia estrada havia apenas uns trilhos no meio do mato ou da areia pelo qual nos seguimos a toda a velocidade. Com a neblina ainda a levantar vimos paisagens arenosas e montanhosas lindíssimas. Terra vermelha, areia branca, montes e planaltos - lindo…
A Ponta d’Ouro é a zona de costa e praia mais a sul de Moçambique apenas 8km de África do Sul. Não tem estradas, mas tem caminhos de areia e que só as vezes conseguimos passar. É povoado maioritariamente por sul-africanos, querem pagamentos em rands(e não meticais) e falam mais inglês que português, é mesmo estranho!
Ficamos a acampanhar num lodge de um jovem meio americano meio alemão muito simpático. A WC era ao ar livre e alguns chuveiros também! (ver fotos!) Muito reggae peace and love, de rir!
O Sábado passou-se todo na praia a dormir. Claro que à noite estávamos todos queimados, de rir! Fomos jantar e depois sair com os bifes de cá (que como era fim de semana prolongado em Africa do Sul invadiram isto) e com os locais na discoteca Pinto’s. Foi de rir… um contraste engraçadíssimo. Estava ainda assim super cansada e portanto fui cedo para a tenda. De notar mesmo nesta noite, foi o episódio que passo a contar: O dono do lodge levou-nos até ao restaurante no seu jipe para jantar. Eu e a Ana íamos penduradas na barra lateral de entrada do jipe agarradas em nada basicamente (vejam as fotografias). Bem e sem saber bem como aguentei-me durante um tempo ali no meio das dunas até que caí. Não deu sequer para o susto porque ele ia devagar mas foi hilariante. Estava eu a comentar com outros que “não tenho onde me agarrar”, “eu vou cair” e pumba de rabo no meio do chão! Lá fui jantar cheia de areia.
No Domingo mais um pouco de praia e depois agarrem-se os invejosos fui nadar com os golfinhos! Saímos de barco de borracha após um pequeno briefing para o largo da costa onde os golfinhos andavam. Não deu para tirar nenhuma foto o barco abanava imenso não podia ter a máquina comigo. Com barbatanas, óculos e tubo para respirar íamo-nos prepara ando em grupos e o chefe do grupo lá nos deixava no meio de 20 golfinhos para nadar com eles. O meu primeiro mergulho foi péssimo, stressei com a respiração e não vi nada, mas o segundo foi óptimo. Estava mais descontraída e vi aí uns 7 golfinhos a uns metros de mim. Claro que fui sem óculos o que não ajuda mas foi engraçado. Fui quem menos gostou do grupo mas muito devido ao facto de ver mal ao longe e não saber nadar com barbatanas e afins. Na realidade só se aprende a nadar com os golfinhos passado um tempo, á primeira é tudo muito rápido mas se me perguntarem se voltaria a repetir nos próximos tempos acho que não. Talvez daqui a uns anos conforme a situação!
Bom, depois de algum enjoo marítimo (que quase todos sentimos porque o mar estava agitadíssimo) partimos de novo para Maputo. O motorista veio a acelerar que nem um doido no chapa cheio de gente (demos boleia a mais um casal de holandeses!) à noite naqueles pseudo caminhos. Bem as vezes foi assustador – travava porque havia buracos ou pessoas a aparecer do nada, sinistro!
Foi um óptimo fim-de-semana quanto mais não seja por termos feito praia. As praias são bonitas mas já é muito comercial para os sul-africanos o que irrita um pouco. Mas pelo caminho, o campismo, os golfinhos valeu muito a pena.

Chegada de mais um coordenador

Esta edição supera todas quanto mais não seja pela quantidade de coordenadores que vieram visitar o grupo. Será que andam a duvidar do nosso trabalho ou somos tão apetecidos que todos querem vir passar um bom bocado connosco?! Bem o Sérgio Gaspar esteve cá um mês, a Mariana Dias chegou após duas semanas ou três de cá estarmos e cá ficará até ao fim. Como senão bastasse apareceu de surpresa o Guilherme Oliveira, quem nos coordenou todo o ano e que não pode vir por razões pessoais e profissionais. Foi muito engraçada a sua chegada… acordou toda a gente na sexta-feira de manhã, ainda por cima estava tudo de ressaca depois da noite de anos do Vítor.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Net em casa

Finalmente.
Espero ser a partir de agora realmente mais constante.
Tive que ir a um informático cá, bem simpático por sinal... Mas o importante é que já tenho internet!
Falemos pelo skype!

+ fotografias disponíveis!!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Fim-de-Semana na Suazilandia

Fim-de-semana na Suazilândia

Bendita a hora a que tirei uma fotografia ao mapa da Swazi na fronteira de Moz! Deu-nos muito jeito para saber como ir para o festival. Embora a Swazi seja um país ridiculamente pequeno convêm saber como chegar aos sítios. Por fim chegamos e tratamos logo de montar as nossas tendas. Tínhamos tendas para mais de 16 pessoas, dormiram nas tendas menos de 10, já explico o porque…
No festival havia de tudo, playground para crianças, mercado de artesanato, barracas de publicidade, área de comida típica ou fast-food e era frequentado por famílias, novos, velhos, freaks, brancos (maioritariamente), locals, tudo… A lotação máxima para Sábado era de 4000 pessoas, o que implica que para um espectáculo que durou desde as 10 da manhã e as 4 da manhã do dia seguinte nunca esteve muita gente. Ainda que festival por ser pequeno era bastante acolhedor. Todos adoramos!
Gastei um dinheirão em bugigangas, começou a saga dos recuerdos! Aliás acabou por ser um fim-de-semana caro à custa disso. A ideia que o grupo tem de mim é que sou uma shopaholic e não estará longe da verdade, mas quem me conhece também sabe que sou super forreta e cada vez menos gosto de gastar dinheiro em compras e comprinhas! A realidade é que estar em África está a soltar uma Mariana muito curiosa e com imensa vontade de levar memórias de cá. Adoro tudo, acho tudo super alegre e tenho imensa vontade de comprar tudo!
Bem mas além das coisas giras que comprei o festival foi giríssimo. O ambiente era descontraidíssimo, a decoração era o máximo, a música brutal. É difícil definir o estilo da música porque o Bush Fire é um festival de Inverno de artes internacional o que inclui, jazz, música tradicional e local, reggae, hip-hop, comercial, house, … Claro que nos não conhecíamos nada porque eram tudo artista do Uganda, S. Africa, Moz, Mali, e muito menos percebíamos quando falavam as línguas deles mas ainda assim adorei.
Mas nem tudo foram mares de rosas! Eis que às 23h00 começou a chover e nunca mais parou até ao dia seguinte quando viemos embora. Por muito animados que estivéssemos foi péssimo! Choveu e trovejou e nós à espera nas tendas húmidas e alagadas eternamente para que parasse. Ora pelo menos 5 pessoas dormiram no chapa com o Zacarias, o nosso motorista! Foi uma noite péssima, dormimos mal e com algum frio!
Ao jantar comi impala (espécie de veado), mieli bread (broa de milho acho eu) e sam (uns feijões brancos). Adoro isto, já sou uma gastrónoma mais rica!
No domingo fomos à capital, e não se passava nada. Mbabane estava morto, o tempo não ajudou em nada, acabamos num shopping, deprimente. Bem conclusão: Swaziland CHECK! Embora mínimo é bem mais desenvolvido que Moçambique!

Curiosidade: A Galp Energia está por todo o lado lá! Foi patrocinadora oficial do festival e tem imensos postos de gasolina no país!