sexta-feira, 10 de julho de 2009

Primeiro Fim-De-Semana Fora

Este fim-de-semana vamos de “chapa” = minibus até Bilene. De inicio só íamos ai uns 7 mas agora porque não será muito caro devemos ir todos. Saímos amanhã as 5.30 am. A viagem será longuíssima, cá é tudo longe de tudo…

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Nosso Trabalho

Bem uma semana e meia de preparativos e já está tudo a rolar...

Eis que vos vou dizer em que pé estamos quanto ao trabalho que vim para cá fazer,

Hoje foi o meu primeiro dia no orfanato. Estamos a colaborar com o orfanato 1º de Maio, que é uma instituição estatal que alberga crianças órfãs (como já dava para antecipar) e também outras mais velhinhas que serão realojadas se possível. Ainda estamos um pouco perdidos porque não estabelecemos ainda quais as actividades a desenvolver. Na realidade nós vínhamos para trabalhar com a Cruz Vermelha mas por falta de financiamento da CV não terão refeições para servir no centro de dia onde íamos trabalhar, e assim sendo as crianças não vão - ora não podíamos esperar lá ninguém. Fomos reencaminhados então para este orfanato. É muito agressivo, as crianças correm e agarram-se a nós com uma carência e comunicam muito pouco. Não têm nada para fazer, estão ali retidas numa casa (com óptimas condições aliás, ao menos isso!!) e não fazem ideia quais as suas idades. Enfim, hoje a situação mais complicada foi com uma criança que deu entrada ontem que tem malária e epilepsia. Teve um ataque e ninguém soube fazer nada, foi um momento chocante.

Quanto ao ET (Executive Training) não estão a aderir ao Seminário Economia, e tenho imensa gente em Inglês. Enfim tenho imensa pena porque eu propus-me mesmo era a dar Economia e Inglês seria só para fazer a vontade. Tenho amanhã as primeiras aulas, vamos ver como corre. Eu não tenho muita coisa preparada mas é apenas apresentação.

Maputo Sub-Cidade

Ontem fomos almoçar ao mercado do museu. Ainda não tirei fotografias, porque cá deve-se evitar tirar fotografias aos locais sem lhes pedir autorização, mas ainda o hei-de fazer. Só então, quando conseguir publicar aqui algumas fotos vos vou conseguir realmente descrever o que são os barrancos, tipo sub-cidade dentro da cidade.

A realidade é que nós ainda não conhecemos os bairros profundos de Maputo, isto é o lado real pobre e cruel. Mas hoje mesmo perto de casa, fui finalmente comer num “diz que é uma espécie de restaurante” numa sub-cidade dentro da cidade. Passo a explicar:

Ruas estreitas, sujas, escuras, e de barracos onde encontramos desde uma esquadra de policia, cabeleireiro, costureiro, mercearia a restaurantes meio a céu aberto, mas no entanto escuro. Ocupa um ou dois quarteirões e perdemo-nos totalmente lá dentro. Muito peculiar, curioso, único!

Almocei super bem, uma massa com marisco (sim já estou rendida, pelo menos aos camarões!)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Notas soltas de posts publicados com atraso

Como tenho andado a escrever os posts no computador mas não tenho publicado logo, estão meios desactualizados. No entanto aqui vão uns apanhados dos últimos. Não perceberão muito bem a ordem cronológica, mas são mais descritivos e não podiam faltar uma vez já escritos.

“Primeira manhã foi dormir até mais não depois demos uma volta nas avenidas principais, junto ao Polana (o hotel mais famoso 5 estrelas de Moz - que está em obras este Verão) Shopping.” 1º dia

“A cidade está toda esburacada é muito curioso. Explicou-me hoje o Sérgio por exemplo que as tampas de esgotos foram todas retiradas porque diziam Lourenço Marques e não foram repostas até agora. Está tudo bastante degradado, e há muito lixo pelo chão. Mas há uma magia claramente nisto tudo. As avenidas são grandes e arejadas, as pessoas juntam-se nas ruas, e o os vendedores de ruas alegram os espaços com todo o tipo de artesanatos, estatuetas, colares, brincos, capulanas, etc… Vou levar a mala cheia de coisas vai ser top.” 2º dia. Entretanto já comprei duas capulanas!!

“Já comprei cartão moçambicano no meio da rua com 5 vendedores à volta, é tudo negociável claro! Foi de rir. Entretanto também já o perdi, e pedi que o novo batalhão me trouxesse um desbloqueado e já comprei outro cartão, aliás bem mais barato. O primeiro paguei 90 meticais, agora este custou 50 meticais. Lá está tudo se negoceia!!” 1º dia revisto e actualizado hoje

“Ao Domingo a cidade pára, não há muito para ver.” domingo

“O mais engraçado é como se fazem todo o tipo de vendas no meio da rua. Em cima dos caixotes estão meia dúzia de coisas e se ficares a olhar uns segundos aparece logo o responsável para negociares.” 2º dia

“Na última semana já nos juntámos com uns portugueses de cá, e o relato das suas experiências cá é muito curioso porque já absorveram mesmo a “qualidade de vida” (ou o que eles acham ser…) e que inclui ter empregados, negociar tudo, ser considerados os maiores, vida social, etc… Muitas vezes já me pus a pensar que há um paradoxo. Cá reclamam muito que os líderes e o governo não gostam dos portugueses e que os querem fora mas embora isso seja verdade isso valida a sua arrogância em quase tudo, ora o que é causa ou é consequência, não sei distinguir muito bem. Mas uma coisa é certo eles adoram isto, mas a sua revolta é também muito grande, embora silenciada, senão as portas ficam abertas para o exterior” 2º dia actualizado hoje

“A última semana fomos sair todos os dias excepto domingo e segunda. O André levou-nos a jantar, e a conhecer imensos sítios diferentes. O Gil Vicente, o primeiro bar a que fomos foi muito engraçado porque enquanto a cidade parecia fantasma lá dentro havia karaoke, música ao vivo, uma animação que só visto. De rir… Quanto a bebidas, há sempre algum receio porque quase todas são com gelo e nada aconselháveis. MAS note-se que tem vindo a diminuir. Não posso viver com essa preocupação constante, já comi saladas e já bebi bebidas com gelo, depende dos sítios e da higiene aparente…” 4º dia actualizado hoje